Karina Costa destaca os desafios da gestão de quatro gerações e a importância de ambientes que retêm talentos
A discussão sobre pessoas, liderança e os desafios de integrar diferentes perfis profissionais marcou a palestra “Sua empresa atrai talentos ou só os esgota? O desafio das 4 gerações nas empresas”, apresentada por Karina Costa, psicóloga e empresária do setor de recrutamento e seleção, durante o segundo dia do 14º ENESCAP.



A palestrante partiu de um questionamento que evidencia um dos principais desafios do mercado de trabalho atual: enquanto as empresas enfrentam dificuldades para encontrar bons profissionais, muitos profissionais também têm dificuldade para encontrar bons chefes. A partir desse contraste, Karina convidou o público a refletir sobre uma questão essencial: que tipo de empresa o bom profissional está procurando e será que a própria empresa se encaixa nesse perfil?
Mais do que anunciar uma vaga, atrair talentos exige que a empresa tenha algo a oferecer além da remuneração. “Contratar é oferecer benefícios, oferecer um ambiente para que esse profissional se interesse”, destacou Karina, ressaltando que a experiência proporcionada pela organização vai além de simplesmente a contratação.
Mais do que gerações, uma questão de liderança
A diferença entre as quatro gerações presentes no mercado de trabalho também foi um dos pontos centrais da apresentação. Ao comparar características, comportamentos e expectativas de profissionais de diferentes faixas geracionais, Karina destacou que a diversidade de gerações pode representar tanto um desafio quanto uma oportunidade para as empresas.



Nesse contexto, a palestrante lançou outra provocação ao público: “Será que o conflito é geracional ou está sendo levado pela liderança?”. Para Karina, a resposta passa pela capacidade dos gestores de compreender e gerir diferentes perfis, reconhecendo as competências de cada geração e trabalhando também sobre suas dificuldades.
A convivência entre gerações, portanto, não precisa ser encarada como um problema a ser eliminado, mas como uma oportunidade de combinar experiências, conhecimentos e perspectivas. “Será que existe uma geração melhor ou o foco é unir uma geração à outra, gerando uma produtividade nunca antes vista?”, questionou.
Ao abordar a retenção de talentos, Karina também destacou que a remuneração é apenas uma parte da relação entre profissional e empresa. “Salário atrai. Liderança, cultura e perspectiva fazem querer ficar”, enfatizou.
A mensagem reforçada ao longo da palestra foi de que construir equipes capazes de permanecer e evoluir exige mais do que encontrar profissionais qualificados. É necessário criar ambientes nos quais diferentes gerações possam trabalhar juntas, desenvolver seus potenciais e enxergar perspectivas de crescimento.
A palestra integrou a programação do segundo dia do 14º ENESCAP, cuja temática central propõe reflexões sobre liderança, estratégia e impacto para quem quer levar seu negócio mais longe.



