Presidente de 2006 a 2010 fala sobre parceria com a Fenacon e mudanças na contabilidade
O SESCAP/SE celebra seus 35 anos com a série especial “8 capítulos. Muitas histórias”, que conta a trajetória do sindicato por meio de entrevistas com os presidentes da entidade. Em cada episódio, os convidados revisitam seus caminhos profissionais, os desafios de cada época e o legado de suas gestões.
O terceiro capítulo é com José Cicinato Mello, presidente do SESCAP/SE na gestão 2006 a 2010.
O início de tudo
Cicinato ingressou na história do sindicato desde os primeiros momentos. Amigo de Jodoval Santos, fundador e primeiro presidente da entidade, ele acompanhou de perto o início da trajetória. “Se alguém perguntar quem eram os contadores mais conhecidos em Aracaju na época, no início do SESCAP/SE, todos diriam Cicinato, Jodoval e alguns outros colegas”, conta, o que revela a forte presença dele no cenário contábil sergipano.
Os desafios enfrentados eram muitos. Para ele, a arrecadação foi um dos pontos mais difíceis, mas alguém continuou sendo apoio nesses momentos. “Nós sobrevivemos por causa de Jodoval. O sindicato era em uma das salas dele e foi crescendo aos poucos”, lembra.
A força da parceria com a Fenacon
Entre as conquistas, ele destaca a aproximação com a Fenacon. “O SESCAP/SE foi um dos primeiros a se associar à Federação”, lembra. A parceria acompanha a história das duas entidades desde o início, e as duas completam 35 anos em 2026: a Fenacon em 26 de abril e o SESCAP/SE em 31 de outubro.
Para Cicinato, essa relação sempre foi decisiva. “A Fenacon sempre nos ajudou, foi um baluarte para nós”, diz. Estreitar esse vínculo foi um dos objetivos da sua gestão. “Eu busquei participar mais da Fenacon, ia quase todos os meses para a sede em Brasília”, conta.
O contador de hoje
Ao comparar sua gestão com o presente, Cicinato destaca a transformação do trabalho contábil. “A gente fazia tudo manual, praticamente. Hoje tudo é feito online, então mudou muito”, relembra. E deixa um alerta: “Quem não se adaptou ficou para trás.”
Para ele, a mudança também está no papel do profissional. “Hoje toda empresa precisa de um bom contador”, afirma. E explica o desafio: “O contador precisa ser polivalente, ele precisa entender sobre o Ministério do Trabalho, previdência, estado, prefeitura, meio ambiente, vigilância sanitária e muito mais.”
Cicinato lembra que a função já foi vista de outra forma. “Antigamente, o contador era chamado de ‘darfeiro’, porque só fazia o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Hoje tem que ser um empresário contábil, tem que auxiliar o empresário comercial”, destaca, reforçando a necessidade de diferentes conhecimentos em um só profissional.
Atuação e compromisso
Na atuação do sindicato durante a sua gestão, um dos pontos fortes foi a realização de palestras e capacitações, com o objetivo de “angariar conhecimento”, nas palavras dele. Uma forma de aproximar os associados e fortalecer a classe.
E o envolvimento de Cicinato não terminou com a gestão. Ele apoiou financeiramente seu sucessor, Jádson Ricarte, na aquisição da sede própria do sindicato e segue participando. “Hoje eu contribuo semestralmente”, reforça.
Bom relacionamento como base do SESCAP/SE
Sobre a relação com os demais presidentes do SESCAP/SE, ele a define como “muito boa”. “Eu me dou bem com todo mundo, gosto de todos eles”, diz, e completa: “Nós sempre nos ajudamos.”
Ele também reconhece e parabeniza o avanço do sindicato desde a sua gestão. “Hoje tem uma ascensão muito boa, graças ao nosso presidente Francinaldo (Rodrigues)”, afirma.
Cicinato encerrou com um recado direto aos colegas de profissão.
“Não abandonem o SESCAP/SE, porque ele é um bem útil para todos nós. Eu acredito muito no sindicato.”
Assista à entrevista completa:
Acompanhe a série “8 capítulos. Muitas histórias” e conheça as trajetórias dos presidentes que construíram o SESCAP/SE ao longo desses 35 anos. Nos canais do sindicato, Youtube e Instagram, você acompanha cada novo episódio.




