No primeiro episódio da série “8 capítulos. Muitas histórias”, relembramos os principais desafios e conquistas
Toda grande história tem um primeiro capítulo. Para celebrar os 35 anos do SESCAP/SE, o sindicato lança a série especial de entrevistas “8 capítulos. Muitas histórias”: serão 8 episódios, cada um com um dos 8 presidentes que já ocuparam o cargo. Em cada conversa, os convidados revisitam a própria trajetória profissional, os desafios enfrentados, as conquistas alcançadas e o legado deixado por sua gestão, até chegar ao atual presidente.
A estreia é com quem deu o primeiro passo: Jodoval Santos, fundador e presidente do SESCAP/SE de 1991 a 2001.
Uma lacuna que pedia voz
Tudo começou com uma ausência. Na época, as empresas prestadoras de serviços contábeis, de auditoria e de perícias não tinham quem as representasse. “Não tínhamos nenhuma instituição que representasse as empresas de prestação de serviços contábeis, auditoria, perícias…”, lembra Jodoval. Foi dessa falta, e da necessidade de preenchê-la, que nasceu a ideia de uma entidade capaz de unir e dar força ao setor em Sergipe.
O encontro com a Fenacon
A criação da entidade sergipana aconteceu na mesma época em que a Fenacon também estava sendo criada. A afinidade de propósitos foi decisiva. “Nós nos interessamos pela representatividade e fomos atrás da Fenacon”, conta Jodoval. Dessa aproximação nasceu a Associação das Empresas de Serviços Contábeis do Estado de Sergipe no dia 31 de outubro de 1991, que ainda não era um sindicato. O nome mudou posteriormente, mas o propósito permaneceu: defender e fortalecer a categoria.
A primeira grande causa
Entre as primeiras bandeiras da entidade, esteve o projeto de mudança na legislação do ISS (Imposto Sobre Serviços) em Aracaju. A questão era relevante para a classe, e a mobilização acompanhou os primeiros passos do sindicato. A vitória veio com a Lei Complementar nº 116, que estabeleceu regras nacionais e limitou o poder dos municípios de legislar de forma diferente uns dos outros. “Com isso, tivemos ganho de causa no nosso processo”, afirma Jodoval. Foi uma conquista que mostrou, já no início, a força de uma classe organizada.
Começar do zero
Fundar uma entidade é um desafio, e mantê-la viva é outro. Jodoval contou o que o levou a escolher a profissão contábil e falou com sinceridade sobre as dificuldades dos primeiros anos: a falta de recursos, a dificuldade de conquistar associados e a ausência de uma sede própria. Para superar esses obstáculos, foi preciso persistência e estratégia. Ele detalhou as ações que ajudaram a ampliar a base de associados e os demais trabalhos que desenvolveu em prol da profissão contábil em Sergipe, dentro e fora do sindicato.
A maior conquista: ocupar seu espaço
Ao fazer o balanço, Jodoval não hesita em apontar o que considera o maior resultado desse começo. “O espaço, do ponto de vista de sobrevivência e crescimento do sindicato, foi o que tivemos de maior conquista, apesar dos desafios”, destaca. Conquistar espaço de representatividade foi o que permitiu ao sindicato sobreviver, crescer e chegar aos 35 anos.
Um olhar para quem veio depois
Ao comentar a relação com os presidentes que o sucederam, Jodoval os parabenizou pelo trabalho de dar continuidade e fazer o sindicato avançar. Mesmo depois de deixar a presidência, o vínculo permanece. “Eu estou sempre disposto, na medida do que eu posso, para ajudar”, afirma, reforçando a parceria com as gestões seguintes e a preocupação, até hoje, com o sucesso do sindicato.
Ao longo da conversa, ficou evidente o que move essa trajetória. “Eu dediquei a minha vida à profissão”, reforçou.
Assista à entrevista completa:
Acompanhe a série “8 capítulos. Muitas histórias” e conheça as trajetórias dos presidentes que construíram o SESCAP/SE ao longo desses 35 anos. Nos canais do sindicato, Youtube e Instagram, você acompanha cada novo episódio.




