8 presidentes e uma só missão: fortalecer a classe empresarial de Sergipe com o SESCAP/SE
Toda grande trajetória é feita de pessoas. Neste dia 31 de outubro de 2026, o SESCAP/SE completa 35 anos de história, construída por oito presidentes que, cada um em seu tempo e com os recursos que tinham, dedicaram parte da vida a fortalecer a classe contábil sergipana. Nesta série, eles contaram suas histórias. Agora, ao encerrarmos, reunimos esses capítulos em uma só narrativa.
Jodoval Santos | Gestão 1991-2001
Tudo começou com uma ausência. Nos anos 1990, as empresas de serviços contábeis, auditoria e perícias de Sergipe não tinham quem as representasse. “Não tínhamos nenhuma instituição que representasse as empresas de prestação de serviços contábeis, auditoria, perícias…”, lembrou o fundador e primeiro presidente. Da necessidade de preencher esse vazio nasceu a aproximação com a Fenacon, que também estava sendo criada na época, e a fundação da entidade, que ainda não era sindicato.
Foram dez anos de gestão marcados por falta de recursos, dificuldade de conquistar associados e ausência de sede, mas também por mobilizações importantes. Foi o início dessa história que hoje celebramos. Para Jodoval, a maior conquista foi garantir o espaço de representatividade da classe. “O espaço do ponto de vista de sobrevivência e crescimento do sindicato foi o que tivemos de maior conquista apesar dos desafios”. Ao falar de sua trajetória, resumiu: “Eu dediquei a minha vida à profissão”.
Wladimir Torres | Gestão 2001-2003
Convidado por Jodoval a se associar e, depois, a participar da gestão, Wladimir assumiu a presidência em um momento de reconstrução. As dificuldades financeiras eram grandes, mas havia um sentimento maior: “nós estávamos construindo uma entidade do zero”. Foi um período de buscar novos associados, firmar parcerias e abrir caminhos.
Sua gestão ficou marcada pela chegada da tecnologia específica para o mercado contábil. O sindicato promoveu eventos, treinamentos e implementação de novas ferramentas, o que aproximou os escritórios dos órgãos de controle e trouxe mais qualidade, segurança e produção. Para ele, aquele foi um divisor de águas: “o degrau tecnológico foi um dos grandes marcos de 2001”.
José Cicinato Mello | Gestão 2006 a 2010
Cicinato acompanhou o sindicato desde o começo e conheceu de perto os desafios da sobrevivência, em especial a arrecadação. Ele faz questão de reconhecer quem sustentou a entidade nos primeiros anos: “nós sobrevivemos por causa de Jodoval. o sindicato era em uma das salas dele e foi crescendo aos poucos”.
À frente do SESCAP/SE, buscou estreitar a relação com a Fenacon, a ponto de ir quase todos os meses à sede, em Brasília, e investiu em palestras e capacitações para “angariar conhecimento”. Lembrava, com orgulho, que “o sescap/se foi um dos primeiros a se associar à Fenacon”. Mesmo depois da gestão, seguiu contribuindo com o sindicato e apoiou a conquista da sede própria.
Jádson Ricarte | Gestão 2010 a 2013
Baiano que escolheu Sergipe como casa, Jádson levou ao sindicato a experiência de quem já havia atuado em entidades como o Conselho Regional de Contabilidade de Sergipe e o Conselho Federal de Contabilidade. Sua gestão ficou marcada pela aquisição da sede própria, decisão que nasceu da necessidade diante do aumento do aluguel e se tornou um dos maiores marcos da história do sindicato. “Compramos a sede e o sindicato não precisa mais ficar saindo de um lugar para outro”, celebrou, reconhecendo o apoio dos associados na reforma.
Também visitou diversos escritórios para convencer colegas a se associar e priorizou cursos e palestras, que capacitavam os profissionais e ajudavam a gerar recursos. Sua mensagem resume a essência do associativismo: “na entidade de classe, quanto mais unidos nós estamos, mais fortes nós somos”.
Susana Nascimento | Gestão 2014-2016
Contadora de uma família de contadores, Susana entrou no sindicato por volta de 2001 a convite de Jodoval, e se tornou a primeira mulher a presidir a entidade, em uma contabilidade que ainda era um mundo majoritariamente masculino. Sua gestão teve como prioridade honrar a conquista da sede, garantindo que fosse quitada, dando continuidade ao que Jádson havia iniciado.
Para ela, o sindicato é muito mais que representação: é convivência, troca e confiança. “É uma família que nós criamos com a possibilidade de você confiar e entender que está em um ambiente seguro.” E é também uma representatividade importante: “o sindicato funciona como uma voz para todos”.
Gleide Selma Santos | Gestão 2017-2022
Presente no sindicato desde 2000, Gleide passou por diretoria suplente, vice-presidência em várias gestões e, enfim, presidência, sendo a segunda mulher a ocupar o cargo. Sua gestão enfrentou o fim da obrigatoriedade da contribuição sindical e a pandemia de covid-19. Para se reinventar, o sindicato deixou de ser um posto de certificação digital e se tornou uma autoridade de registro, o que exigiu equipe e equipamentos próprios, um esforço que, segundo ela, foi até maior do que o da pandemia.
Durante a crise sanitária, a entidade lutou para que a profissão fosse reconhecida como essencial. “Através do sindicato, nós conseguimos fazer com que o governo reconhecesse a profissão contábil como essencial”. Em abril de 2022, deixou a presidência, que se encerraria somente em dezembro do mesmo ano, para assumir a vice-presidência da Fenacon na região Nordeste, ampliando sua atuação para âmbito nacional.
João Izaías Oliveira | abril a dezembro de 2022
Vice-presidente na gestão de Gleide, João Izaías assumiu o comando do sindicato em abril de 2022, em uma gestão de apenas nove meses. Com o tempo curto, definiu como prioridade a saúde financeira da entidade, que precisou se readequar após o fim da contribuição sindical e passou a viver das mensalidades dos associados e da certificação digital. “Foi um impacto muito grande, nós tivemos que nos reinventar”.
Defensor da união entre entidades em favor das empresas e dos profissionais, também deixou um agradecimento ao fundador que resume o sentimento de todos os que vieram depois: “nós só temos essa entidade por conta de Jodoval”.
Francinaldo Rodrigues | Gestão 2023-2028
Foi diretor de tecnologia na gestão de Gleide e assumiu a presidência em 2023. À frente da entidade, apostou em visitas ativas, eventos, cursos, treinamentos e certificação digital, e dobrou a base de associados, com a meta de dobrá-la novamente até o fim de sua gestão. “É uma meta ambiciosa, mas eu acredito que vai dar certo”, afirma.
Sua gestão retomou o COESCAP em 2024, congresso estadual que estava há 20 anos sem ser realizado, e promoveu uma segunda edição em 2025. O sucesso desses eventos levou o SESCAP/SE a sediar, em setembro de 2026, o 14º ENESCAP, em Aracaju, com todas as inscrições esgotadas, 14 anos após a última edição no estado.
Hoje, ele olha para o futuro com ambição: “eu penso no sindicato muito mais forte, opinando diretamente com o governo como aconselhador”, funcionando como ponte entre as necessidades dos empresários e as iniciativas públicas.
O que fica dessa história
Entre uma sala emprestada e uma sede própria, entre a falta de recursos e eventos que reúnem profissionais de todo o país, entre o papel e a nuvem, o SESCAP/SE atravessou 35 anos guiado por um mesmo princípio: a classe é mais forte quando está unida. Cada presidente deixou sua marca e se manteve à disposição de quem veio depois.
Todos os episódios da série “8 capítulos. Muitas histórias” estão disponíveis no canal do SESCAP/SE no YouTube, para que associados, profissionais e novas gerações possam conhecer, reviver e se inspirar com essa trajetória.
O SESCAP/SE agradece a cada presidente, a cada diretor, a cada associado e a todos que fazem parte dessa caminhada. Que a história contada aqui seja apenas o começo do que ainda está por vir. Que os próximos anos sejam construídos com a mesma união, coragem e vontade de servir. E, como sonhou o atual presidente: “daqui a 35 anos, que nós façamos os 70 anos do sescap/se com outra edição dessa série e eu espero poder contar a minha história lá na frente também”.
Parabéns, SESCAP/SE, pelos 35 anos!



