Presidente de 2010 a 2013 conta como liderou a conquista da sede própria do SESCAP/SE
O SESCAP/SE celebra seus 35 anos com a série especial “8 capítulos. Muitas histórias”, que conta a trajetória do sindicato por meio de entrevistas com os presidentes que marcaram sua história. Em cada episódio, os convidados revisitam seus caminhos profissionais, os desafios de cada época e o legado de suas gestões.
O quarto capítulo é com Jádson Ricarte, presidente do SESCAP/SE na gestão 2010 a 2013.
Da Bahia para Sergipe
Jádson é baiano, mas Sergipe está no centro da sua história. Ele trabalhava na filial de Salvador de uma empresa cuja matriz ficava em Sergipe, e as viagens frequentes a trabalho o aproximaram de Aracaju. “Foi amor à primeira vista”, conta.
Ele se sentiu tão à vontade na capital sergipana que decidiu se mudar para cá, há cerca de 45 anos. “Eu nasci na Bahia, mas sou sergipano”, afirma. E já sabe onde quer passar o resto da vida: “Quero ser cremado e minhas cinzas jogadas no Rio Sergipe.”
Uma trajetória marcada pelo sindicalismo
Jádson está envolvido com o movimento sindical há muito tempo. Foi diretor do Sindicato dos Comerciários na Bahia, presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Sergipe (CRCSE) e conselheiro do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), entre outras atuações. Na sua visão, essa experiência contribuiu para a gestão à frente do SESCAP/SE
De associado a presidente
Antes de integrar a gestão, sua empresa contábil já era associada ao SESCAP/SE. “Eu já participava de reuniões, estava sempre presente no sindicato. Quando surgiu a oportunidade de ser presidente, eu me candidatei e fui aprovado. Foi uma experiência maravilhosa”, relembra.
A conquista da sede própria
Um dos maiores marcos da gestão de Jádson nasceu de uma necessidade. Quando chegou o período de renovação do aluguel da sala onde o sindicato funcionava, o valor aumentaria consideravelmente. “Eu fiz o cálculo e pensei: ‘Se for para pagar um aluguel assim, eu prefiro adquirir uma sede'”, recorda.
O local onde o SESCAP/SE está sediado até hoje foi adquirido durante o seu mandato. “Compramos a sede e o sindicato não precisa mais ficar saindo de um lugar para outro”.
A decisão veio da necessidade de ter um espaço com preço acessível, já que o sindicato tinha poucos recursos, mas Jádson não imaginava o tamanho do legado que deixaria para as gestões seguintes. “Foi realmente um marco para nós adquirir a sede”, afirma.
Ele faz questão de reconhecer quem ajudou a tornar a conquista possível. “Na época, os associados colaboraram para fazermos uma reforma. Eles sempre foram muito participativos em ajudar. Foi assim que nós conseguimos”, diz.
O desafio de conquistar mais associados
Mesmo com o apoio, aumentar o número de associados era um desafio, e o convencimento vinha na prática. “Eu visitei diversos escritórios”, conta Jádson. Entre os questionamentos mais comuns dos empresários contábeis estava o retorno financeiro: “O que eu vou ganhar?”. A resposta dele era direta: “Você vai fortalecer a classe. Na entidade, quanto mais unidos nós estamos, mais fortes nós somos.”
Ele explica que a troca de ideias é uma das maiores vantagens de participar. “Vamos para a reunião, você traz uma ideia e leva 20”, dizia em seus discursos de conscientização sobre a importância do sindicato.
Para Jádson, a força do SESCAP/SE também faz diferença na hora de ser ouvido em discussões como as negociações com o sindicato dos empresários. “Ele não fala em nome de um, mas de várias empresas”, ressalta, destacando o papel da representatividade.
Capacitação como prioridade
Entre as iniciativas da gestão, a realização de cursos e palestras foi prioridade, por dois motivos. “Um curso capacitava nossos funcionários e nós mesmos, e também era uma maneira de adquirir recursos para o sindicato”, explica. As capacitações preparam os profissionais para atender cada vez melhor os clientes, ao mesmo tempo em que fortalecem a entidade.
Admiração e amizade entre presidentes
Ao falar do fundador e primeiro presidente do SESCAP/SE, Jodoval Santos, Jádson demonstra respeito: “Tenho a maior admiração por ele.” Sobre os demais presidentes, ele reforça o bom relacionamento: “Nós nos damos muito bem”.
Uma mensagem para a classe
Ao encerrar, Jádson deixou um recado aos colegas de profissão: “Que os colegas donos de escritórios de contabilidade não abandonem o sindicato. São 35 anos de luta em várias gestões, todos os presidentes empenhados em promover o sindicato, em trazer essa união da classe para Sergipe”, reforça.
Assista à entrevista completa:
Acompanhe a série “8 capítulos. Muitas histórias” e conheça as trajetórias dos presidentes que construíram o SESCAP/SE ao longo desses 35 anos. Nos canais do sindicato, Youtube e Instagram, você assiste cada novo episódio.




